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Enoturismo: experiências, território e desenvolvimento

Enoturismo: experiências, território e desenvolvimento

O enoturismo, popularmente conhecido como turismo do vinho, permite ao visitante conhecer cidades e regiões pelo mundo, aliado à produção de uvas, à elaboração de vinhos e outros fabricos a partir das matérias-primas, despertando não apenas o conhecimento sobre cultivo e produção, mas estimulando o consumo por meio de experiências emocionais e sensoriais. Consequentemente, esse fenômeno turístico traz consigo uma série de conexões econômicas, sociais, culturais e históricas vinculados a lugares, paisagens, gastronomia e negócios.

A Serra Gaúcha como berço do enoturismo no Brasil

No Brasil, a Serra Gaúcha, mais especificamente o Vale dos Vinhedos, que integra as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, foi pioneira no Brasil nesse segmento, devido a sua história com a imigração italiana, iniciada em 1875, e a instalação das primeiras vinícolas no Rio Grande do Sul.

Outras cidades, como Farroupilha, Flores da Cunha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira, Garibaldi também integram roteiros que encantam turistas. E foi nessa região também deram início grandiosas e tradicionais festas ligadas à uva e ao vinho, imprescindíveis para colocar a região no circuito enoturístico mundial.: a Festa da Uva, cuja primeira edição foi realizada em 1931; a Festa Nacional do Vinho (Fenavinho), com estreia em 1967; e a Festa do Espumante Brasileiro (Fenachamp), iniciada em 1981.

Consolidação institucional e crescimento do fluxo turístico

Apesar de registros do enoturismo na Serra Gaúcha já na década de 1930, foi a partir de meados dos anos de 1990 que o Ministério do Turismo denominou a Serra Gaúcha, cerca de 30 municípios, como Região Uva e Vinho, caracterizada pela presença de atividades turísticas ligadas ao vinho.

Números da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhos (Aprovale), apontam que em 2001 cerca de 45 mil pessoas marcaram presença, saltando para cerca de 500 mil em 2019.

De acordo com a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), antes dos impactos da pandemia de coronavírus, o número de ‘enoturistas’ crescia de 10% a 15% ao ano. Apenas a cidade de Bento Gonçalves (RS), cidade que abriga algumas das principais vinícolas do País, recebeu mais de 1,5 milhão de turistas em 2019.

Expansão para novas regiões produtoras

A evolução da vitivinicultura nacional foi evoluindo em qualidade e o enoturismo começou a se propagar não apenas no RS, mas também em várias regiões brasileiras produtoras de vinhos.

A partir dos anos 2000, o desenvolvimento de atividades enoturísticas se consolidou com a criação de roteiros, investimentos em infraestrutura para receptivo e uma série de atrativos que enchem os olhos dos turistas. Com o passar dos anos, outras regiões do Rio Grande do Sul e do Brasil começaram a despontar, como a Campanha Gaúcha, a serra de Santa Catarina, a cidade de São Roque no estado de São Paulo, e a região drenada pelo rio São Francisco e seus afluentes que engloba os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Importância econômica, social e cultural

Na atualidade, o enoturismo é fundamental na valorização do produtor rural, da agroindústria familiar, no fortalecimento das vinícolas e suas marcas, no reconhecimento do terroir, atuando diretamente não apenas no desenvolvimento econômico e social da cadeia da uva e do vinho, mas também em prol de todo um segmento que envolve hotéis, agências de viagens, restaurantes e outros.

Há décadas, milhares de famílias vêm se beneficiando com ações relacionadas ao enoturismo, em parceria com diferentes esferas do setor público. A Vindima, o Dia do Vinho Brasileiro e tantos outros projetos, durante o ano todo, têm garantido visibilidade a cidades e negócios, colocando o Brasil no mapa do enoturismo global.

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